Intercult|| Cinco livros necessários

Olá pessoal, como vocês estão?

Hoje estou aqui para conversar com vocês sobre Cinco livros necessários por vários motivos, que vou explicar mais para frente, vamos lá?


Como Para o Tempo, Matt Haig
A PRIMEIRA REGRA É NÃO SE APAIXONAR.
Tom Hazard esconde um segredo perigoso. Ele pode aparentar ser um quarentão normal, mas por causa de uma estranha condição está vivo há séculos. Da Inglaterra elisabetana à era do jazz parisiense, e de Nova York aos mares do sul, Tom já testemunhou tanto que agora precisa apenas de uma vida normal.
Sempre trocando a identidade para se manter a salvo, ele encontra o disfarce perfeito trabalhando como professor de História em Londres. Assim, pode trazer suas experiências do passado como fatos vivos. Pode manipular as histórias para seus alunos. Pode levar uma vida normal. Tom só não pode se esquecer da primeira regra. Aquela sobre paixão...
Como parar o tempo é um romance doce e envolvente sobre como se perder e se encontrar na própria história. É sobre as certezas da mudança dos tempos e o tempo que a vida leva para nos ensinar como vivê-la.

Esse foi o último livro que li e me encantei completamente por ele. Ele me fez pensar sobre amor, paixão, medo, sonhos e o quão ruim deve ser viver eternamente. Claro que, num primeiro momento, ver as coisas mágicas da vida é muito bacana, mas será que perder constantemente as pessoas que amamos é algo bom? Ou, melhor, não poder amar é bom? Esse livro me fez pensar muito sobre isso e acho necessário de ser lido!

Rafani, Sinéia Rangel
Bon vivant e cafajeste assumido, Sam Allencar cultiva três paixões: mulheres, sexo e vinho. Complicações nunca foram parte da sua vida, tudo o que deseja está ao alcance das suas mãos.
Até que o seu caminho se une ao de uma desconhecida.
Uma mulher com um passado marcado por traumas e uma vida construída sobre segredos e mentiras, que aprendeu ainda criança que o sentimento mais confiável é o medo, é ele que a mantém viva.
Ele não sabia o que estava em jogo, até que estivesse irreparavelmente envolvido.
Ela não sabia como contar a verdade, até que fosse tarde demais.
Incompatíveis desde o início, mas será que o amor pode curar um passado de dor?
CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL E PEDOFILIA.
NÃO HÁ ROMANTIZAÇÕES DESTES TEMAS.

Dor, sofrimento, medo, reencontro, realização, amor e cura. Estes foram sentimentos que tive ao longo dessa leitura. A autora retratou temas importantíssimos como abuso sexual e pedofilia de uma forma magnífica. Em momento algum ela romantizou esses temas ou os tratou com desdém. Ela nos faz pensar sobre o mal morar ao lado, mas, também, sobre as oportunidades de reconstrução que a vida nos dá.

Kindred: Laços de Sangue, Octávia E. Butler
MAIS DE MEIO MILHÃO DE CÓPIAS VENDIDAS NO MUNDO.
Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.
Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo.
Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.
“Impossível terminar de ler Kindred sem se sentir mudado. É uma obra de arte dilaceradora, com muito a dizer sobre o amor, o ódio, a escravidão e os dilemas raciais, ontem e hoje” – Los Angeles Herald-Examiner

A escravidão existiu. Os negros sofreram muito com isso e hoje sofrem com racismo das pessoas. Além disso, as mulheres não são respeitadas. Não vou conjugar esse verbo no passado, pois isso existe no presente. Agora, imagine como é ser uma mulher negra no Séc. XIX. É, pois é, péssimo. A autora nos faz pensar sobre o que julgamos ser escravidão e racismo e ela faz isso de uma forma tão incrível que terminamos esse livro nos sentindo mais sábios e torcendo para que o mundo mude.

A Ilusão do Tempo, Andri Snaer Magnason
Quando as coisas não vão nada bem e os economistas preveem uma enorme crise financeira, a família de Vitória – assim como o resto do mundo – decide se esconder em suas misteriosas caixas pretas à espera de tempos melhores. No entanto, após vários anos, a caixa de Vitória se abre e a menina se vê em uma cidade em ruínas.
Sem rumo, ela caminha por prédios e ruas tomadas por florestas e animais selvagens, até chegar à uma casa onde crianças se reúnem em torno de uma senhora para ouvir a história de um rei ganancioso que conquistou o mundo, mas desejava conquistar o tempo. Para poupar sua bela princesa dos dias escuros e sombrios, normais ou sem valor, ele a coloca em uma caixa mágica transparente como cristal, mas feita de uma seda de teia de aranha tão densa que o próprio tempo não consegue penetrar.
Vitória aos poucos percebe uma conexão entre sua própria história e a do reino mágico. Junto com seus novos amigos, ela precisa encontrar uma forma de consertar o mundo antes que seja tarde demais.
“Nunca vi uma história em que aventura, ficção científica, conto de fadas e drama contemporâneo estivessem tão bem amarrados, tudo ao mesmo tempo” – Arguimbau
Vencedor do Icelandic Literary Award
Vencedor do Icelandic Bookseller’s Award
Vencedor do West Nordic Children’s Book Award

O que é o tempo pra você? Algo que você quer controlar? Que deseja que não passe? Esse livro nos traz questionamentos sobre a vida. Sobre viver apenas momentos bons e não viver os ruins para não perder o tempo. O tempo seria, então, uma ilusão? Ler esse livro fez um booom em minha mente e me fez refletir sobre o hoje, agora e momentos bons ou ruins. Afinal, o que seria da luz se não fosse as trevas?

Minha vida (não tão) perfeita, Sophie Kinsella
Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Como você é na vida real? O que você divulga para seus amigos nas redes sociais? Eu sei que nós nem sempre estamos vivendo um glamour, mas, também, nem sempre estamos mal. É normal ter dias bons e ruins e nós não precisamos viver uma ilusão de mostrar para o mundo o que não somos. Com uma trama de muito conhecimento pessoal e aprendizado, a Sophie nos faz pensar na vida e em nossas escolhas.

Esses livros trouxeram ensinamentos diferentes e todos foram, indiscutivelmente, leituras incríveis. Acho que vocês devem dar oportunidade para todos, se sentirão melhores, sem dúvida!


Beijos,

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