ENTRE LIVROS E FILMES || O MÍNIMO PARA VIVER



Título: O Mínimo Para Viver | Lançamento: 2017, Netflix| Duração: 1h 47min | Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Carrie Preston | Gênero: Drama




Avaliação: 

Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liderado por um médico pouco convencional.








O filme conta a história de Ellen, 20 anos, que possui anorexia, morava com sua mãe e sua madrasta mas devido a doença, teve que ir morar com o seu pai, sua outra madrasta e sua meia irmã, já que sua mãe não conseguia mais lidar com a sua doença. Entretanto, todos da sua casa já estavam cansados de cuidar dela, porque ela nunca cumpria as regras, não comia, não se esforçava para melhorar, então, sua madrasta a levou para um dos melhores médicos da região, ao conversar com Ellen, o médico decidiu interná-la, já que ela estava correndo grande risco de morte, pois o seu peso estava muito abaixo da média.


Ao ser internada, Ellen passa a conviver com várias pessoas com o mesmo problema que ela, participa de terapias em grupo, filmes e passeios com as pessoas da casa. Porém, mesmo com tudo isso, Ellen ainda não encontra forças para se alimentar corretamente, seu amigo, Luke, que está internado há seis meses, é o seu maior ponto de apoio, pois está sempre lá tentando ajudá-la, conversando, saindo com ela e tentando fazê-la se alimentar. Assim como o seu médico, que nas conversas e terapias, sempre tenta mostrar a Ellen que ela deve encontrar forças para se curar.


Esse filme mexeu bastante comigo, pois muitas vezes não nos colocamos no lugar de pessoas que possuem algum problema assim e são filmes como esses, que nos fazem sentir na pele o que a outra pessoa sente. Me identifiquei em uma cena em que a irmã de Ellen diz a ela que não entende o problema, afinal, "é só comer" e eu achei interessante ver esse ponto de vista pois é onde todos nós nos encaixamos, achamos que o problema do outro é fácil de ser resolvido, mas não temos como saber o que o outro está sentindo, para nós, é apenas comer, mas para alguém com essa doença, comer se mostra uma atividade impossível.


O filme me fez chorar bastante e me ensinou diversas coisas, fez com que eu pensasse e visse o mundo de forma diferente, que conseguisse compreender que nós nunca vamos entender por completo a dor do outro, portanto não devemos julgar, que devemos estar sempre atentos com o próximo pois nunca saberemos quando estaremos piorando ou melhorando a vida de alguém. Ver Ellen lutar contra seu próprio peso e sempre saber cada caloria de cada alimento ingerido, nos trás uma sensação de impotência, pois não há nada que se possa fazer, se a própria pessoa não perceber o seu problema antes, se ela não decidir mudar.

O filme é totalmente sensível e delicado, dá para se emocionar com vários diálogos, principalmente na cena de Ellen e sua mãe, foi uma cena totalmente trabalhada, que nos mostra a importância da aceitação da família no processo da cura, um estranho pode aceitar a realidade dessas pessoas, mas tudo muda quando recebemos o apoio e o suporte da família. É um filme que vale a pena ser assistido, indicado e espalhado pois faz com que nos tornemos pessoas melhores.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

® Faces em Livros | Layout por A Design - Ilustração por Graciele Paiva