RESENHA|| PRINCESA PAPEL#1


                                           
Título: Princesa de papel (The Royals 1)| Autor(es): Erin Watt, Jen Frederick e Elle Kennedy | Editora: Essência | Páginas: 368| Ano: 2017
Avaliação: 
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O primeiro livro da série The Royals, a nova sensação new adult dos EUA. Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo. 
Os Royals vão arruinar você!
Princesa de papel é o livro I da série The Royals, lançado em 2017 pela Essência (selo da editora planeta). Uma das obras mais aclamadas pelo New York Times ganhou sua versão brasileira, e foi ovacionado por uma boa parte dos leitores, os tirando do sério! Este é um daqueles livros em que não existe meio termo: ou você ama ou você odeia. É uma obra que diverge opiniões no mundo literário e resta-nos respeitar cada uma, assim como Ella Harper pediu para ser respeitada pela família Royal.

Ella é uma sobrevivente como lemos na própria sinopse do livro. Aos 15 anos teve que amadurecer bruscamente para cuidar da sua mãe, que estava com um câncer terminal, e colocar comida dentro de sua própria casa. Elas sempre tiveram uma a outra, pois ela não fora criado com o seu pai. A menina o apelidou de "doador de esperma"- já que sua mãe nunca falava tão bem sobre o assunto. Pular por todas as cidades foi uma forma que a senhora Harper encontrou para fugir de relacionamentos que não davam certo. O seu trabalho antes da doença? Ela era uma stripper, e ensinou algumas coisas a sua filha sobre sua profissão, como também a fugir do perigo.
Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferência tão empolgante quanto esperar cola secar. p. 11
Eis o perigo iminente: que ninguém descobrisse que a sua mãe morrerá, pois seu último desejo era estar sob o sistema de adoção. Ella falsificou as assinaturas de sua mãe na escola quando precisava, como também fez várias pessoas acreditarem que tinha trinta e quatro anos e podia trabalhar como Stripper, era esse o seu atual trabalho, uma forma de se manter, de sobreviver.

Tudo muda quando um estranho homem aparece em sua vida: Callum Royal. Ele se dizia seu tutor e não havia meio termo para isso, pois tinha provas de que seu pai o deixou na responsabilidade de cuidar dela. Harper não acredita no que está vivendo, e de como aquele estranho homem a encontrou. Ela mesmo havia aprendido a não deixar pistas! O que ela não sabia é que o cara era muito rico e tinha meios para encontrá-la em qualquer lugar.


Após uma cena constrangedora no clube de stripper, a jovem se vê em um beco sem saída e acaba cedendo. Não havendo opções, eles se dirigem para a mansão Royal, onde Ella é apresentada aos cincos filhos de Callum Royal. Reed, Easton, Sawyer e Sebastian (os gêmeos)... Ah, havia mais um! Gideon, mas o rapaz só visitava sua família aos finais de semana porque estava na universidade.

Ella se sente constrangida porque não é recebida com abraços calorosos, pior ainda é o olhar de Reed sob ela. Uma chama de ódio esvoaça dos seus olhos e a guerra entre eles está apenas começando! Afinal, eles não iriam deixar que uma estranha roubassem seu dinheiro, sua fortuna e o coração de Callum Royal. Mas, o que? Não esse não era o desejo de Ella. A garota nunca desejou estar ali, ela sempre foi muito cuidadosa para que ninguém descobrisse a morte de sua mãe. Ella Harper terá que lutar com unhas e dentes para provar o seu valor, e que não tem nenhuma relação com Callum Royal.

A obra em si nos constrange por falar sobre o machismo iminente vindo por parte da família Royal. O que não é revelado por muitos é que a falta da figura materna nesse lugar nos faz perceber o quanto eles precisavam desse lado amoroso, mas isso não é e nem nunca será uma justificativa para lidar com o machismo em nossa sociedade. Talvez isto se encaixe apenas no livro, para essa estória. Para quem leu princesa de papel, o choque ao saber que Ella Harper trabalhava em um clube de stripper é grande, mas nem por isso o leitor a julga, ou questiona a sua escolha. Mas será que ela tinha escolha? Sim, Ella Harper consegue nos provar que qualquer pessoa tem escolha, como a de não ser submissa, muito menos aceitar qualquer tipo de agressão física ou psicológica.
O destino é para os fracos, pessoas que não tem poder ou força para moldar a vida como precisam que seja. Ainda não cheguei lá. Não tenho poder suficiente, mas terei um dia. p.45
Há momentos em que desejamos chorar junto dela, mas quando imaginamos a força que a menina tem para passar por cima de tudo... tomamos essa coragem para nós mesmos! Fui agraciada com uma obra que abriu ainda mais a minha mente sobre questões de poder, preconceitos e até mesmo violência contra a mulher.

É um tanto complicado abrir espaço para este tipo de assunto, mas é algo que precisa ser discutido! E, sim, é uma obra que vale a pena ser lida porque só assim conseguimos entender os dois lados da moeda. 

Os filhos de Callum Royal, apesar de serem assustadores vão amolecendo o coração com a chegada de Ella Harper, principalmente Reed, que até então não tinha um bom relacionamento com o seu pai. O mais interessante é que percebemos como uma pessoa pode influenciar a outra com seus atos, sejam bons ou ruins. No caso de Ella, estes meninos melhoraram e muito!
As personagens conseguem desenvolver e amadurecer de uma forma perceptível e não chega a ser forçado. Os autores conseguiram captar detalhes da realidade para compor este lado da narrativa de forma que qualquer leitora poderia ou pode estar passando pelo mesmo que Ella, que Reed, Callum entre outros personagens.

É impossível não se chocar com esse mundo multimilionário e o modo como essas pessoas que tem o poder resolvem as coisas: com dinheiro. Com um simples "bolo de notas" é possível sumir com qualquer vestígio de "crime". Esse lado me arrancou um ódio grande, pois nosso país vive em uma fase de extrema corrupção. Não seria um bom livro para que tais políticos lessem? Não, talvez não seria uma boa ideia!

A grandeza dos detalhes e descrições das cenas nos arrancam suspiros como também nos chocam. A diagramação, escolha de fonte paginação são de extrema qualidade.
 
Eu sempre tive um certo preconceito com New Adult, após a minha experiência com algumas obras do gênero. Mas, ao ter contato com Princesa de papel percebo que há boas leituras, que há bons livros que nos fazem refletir, abrir nossa mente, quebrar tabus e preconceitos para certos tipos de assuntos que precisam ser discutidos.

Porque este é um bom livro?Sempre me pergunto ao final de uma leitura. Posso dizer que Princesa de papel é uma obra que acrescenta sim na vida de um homem, uma mulher, de um jovem. Tudo o que é descrito na narrativa de fato acontece no mundo real, se não for ainda pior! É preciso entender que obras como essas podem e vão salvar pessoas da ignorância, como por exemplo: não ter medo de denunciar alguém por agressão, enfrentar e ter coragem para não abaixar a cabeça diante do perigo.

É um livro que trata sim sobre o machismo, mas não de forma crua. Trata sim sobre drogas, corrupção, misoginia, valores sociais que por ora não se é discutido! Porque causa repulsa em algumas pessoas. Sim, eu sei que tentamos ter e manter a mente aberta para algumas coisas, se não, todas elas! É preciso respeitar o ponto de vista sobre essa obra, é preciso também conhecê-la para que se possa argumentar sobre. Se apoiar apenas em resenhas, opiniões dos outros-como a minha própria -não te fará chegar tão longe para argumentar sobre o livro se você não ler! Recomendo a obra para o público jovem e adulto de modo que ela se aplica na sua vida secular.

11 comentários

  1. Oi Amanda, tudo bem?
    Eu estou apaixonada por esse livro! Cada vez que leio uma resenha sobre ele, mais ele me encanta, como se fosse possível! Realmente quero ler a série mas vou esperar os outros serem lançados no Brasil para não ficar muito ansiosa. Adorei as considerações que fez sobre o livro e também as fotos!

    beijinhos!
    http://leiturize-se.blogspot.com.br/

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  2. Olá Amandinha!

    Menina, que arraso de resenha e que fotos impecáveis! O que mais achei interessante foi sua opinião a respeito do enredo do livro e sempre acho um máximo quando alguém tenta nos mostrar que um simples livro pode ter um conteúdo importante principalmente nessa sociedade em que estamos inseridos. Parabéns minha linda, sua escrita é clara e muito persuasiva! Já tom vontade de te pedir emprestado esse livro! 🖐❤

    Beijos!

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  3. Eu sempre quis ler esse livro, achei que a capa era linda e gostei da sinopse. Agora, lendo sua resenha, a vontade só aumentou.
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  4. Quando eu vi o lançamento desse livro eu fiquei curiosa com ele, mas eu sabia bem pouco sobre ele e a sua resenha me apresentou alguns pontos que eu não conhecia e com alguns deles eu acho que teria dificuldade com a leitura.

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  5. OOi!
    Estou com muitaa vontade de ler esse livro. Desde o lançamento meu interesse foi as alturas, após tantas resenhas maravilhosas então.... Não vejo a hora de realizar essa leitura. Parece ser uma história forte e que toca e coloca o leitor para refletir. Espero lê-lo em muito breve.

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  6. Eu achei a capa desse livro bonita. Uma amiga leu e me disse que é uma obra machista e que certamente eu iria odiar. Sobre New Adult, nada contra, mas prefiro livros adultos. Até entendo o motivo social do termo e concordo com a utilização, trocando em miúdos, significa que jovem vai até 29 anos, só isso. Mas já passei da fase e quero livros adultos.

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  7. Um arraso de resenha! Capa bonita... Gosto de histórias que tem realmente a ver com o que vivemos no mundo real. É sempre importante universos que discutem o que realmente acontece.

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  8. Já estava de olho neste livro primeiro pelos temas que a o da aborda e depois justamente por esta divisão de opiniões. Pelo que vi até agora, a obra tem tudo para me agradar como te agradou.
    Bjs Rose

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  9. Desde que eu li uma resenha beeeeem negativa em relação a esse livro, fiquei com um pé atrás em relação a essa história. Principalmente em relação ao Reed. No entanto, só poderei ter uma opinião mesmo, se ler. Talvez eu dê uma chance a esse livro, quem sabe eu goste, né?

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  10. Olá amei as fotos <3, não conhecia o livro mais me interessarei bastante por ele. mesmo ele tendo algumas criticas negativas, porém está mostrando a realidade.
    bjs

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  11. Adorei a capa e o título, e eu quero muito ler ele mas não tão urgentemente quanto outros. Parece ser um bom livro :D

    Um beijo, Carol
    Blog com V.

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