CONTA UM CONTO || CARTAS PARA MIM #1

Olá leitores, como vocês estão?
Na coluna "Conta Um Conto" de hoje, trazemos uma história que poderia acontecer qualquer um de nós (talvez seja algum dia) e nos faz refletir sobre a importância de cada momento, de aproveitarmos cada pessoa enquanto a temos conosco. A história será divida em duas partes (para que não fique tão cansativo). Espero que acompanhem até o fim. Vamos lá?



Há semanas minha minha mãe insiste para que eu limpe o meu quarto. E ela tem toda razão. Meu quarto está super bagunçado. Não tenho muita animação com minha monografia tomando conta de 100% do meu tempo o tempo todo. Espero que quando acabar consiga viver um pouco.

Mas por uma força estranha que eu desconheço, acordei (esse dia) em um sábado muito bem disposta e pronta para a faxina tão adiada. Em meio aos milhares de destroços, roupas, restos de comida, pacotes vazios de biscoito, doritos e roupas que estavam espalhadas por todos os lados achei um pequeno baú, o que me surpreendeu. 

Eu não lembrava daquele objeto. Eu tinha ganhado da minha avó quando tinha 9 anos. Eu fiquei super feliz com aquilo. E não hesitei em usá-lo para guardar as cartas que recebia dos meus amigos. Decidi abrir o baú para ver se tinha algo que valesse a pena guardar. Minha mãe adora me chamar de "guarda lixo". Ela é do tipo que joga tudo que você tenha usado três vezes ou não tenha usado recentemente. Ela joga tudo. Você não pode imaginar os colares, anéis e livros meus que ela já jogou. Incontáveis foram as vezes que eu corri atrás do caminhão do lixo por ela ter jogado algo importante, e isso já aconteceu tanto que os caras que pegam o lixo já me conhecem. É bem legal e constrangedor.

Paro a faxina. Sento na ponta da cama para verificar o baú antigo. Meu pequeno tesouro. Ao abrir, me deparo com um lindo papel rosa com muito glitter. Seguro aquela folha e leio:

De Carolina Para minha amiga Taty.

Carolina? Eu não lembro de nenhuma Carolina. Será que foi alguém que conheci na escola? 
Verifico os outros envelopes que estão dentro do baú. Tem muitas outras cartas dessa tal Carolina. Estou me esforçando para lembrar. Sinto que o nome é muito familiar. Mas não pode ter sido alguém tão importante assim. Se fosse eu lembraria sem dúvida alguma. 
- Mããããe!!! - Grito.
- Oxe! O que foi? Que agonia é essa? - Ela está secando as mãos com um pano de prato. - Tárcia! Este quarto ainda está essa zona? Não me surpreenderia se você encontrasse um corpo em decomposição embaixo dessa sua cama!
- Mãe! Que horror! - Falo espantada. - Estou arrumando. Aos poucos. Devagar se chega ao longe.
- Devagar? Não me faça vir aqui e arrumar eu mesma essa bagunça. Você sabe que se eu vier... Até esse seu gato mórbido vai pro lixo.
- Não fale assim com o Algodão. Você sabe que ele fica triste. Não é príncipe da mamãe? - Acaricio o Algodão que meu gato de estimação. Ele tem esse nome por ser completamente branco e muito fofo. Minha mãe não gosta de gatos, mas suporta o Algodão. 
- Mas afinal porque você me chamou? Fale logo que tenho muita coisa para fazer. - Ela diz toda abusada.
- É que encontrei aquele bauzinho que a vovó me deu, e encontrei algumas cartas...
-Eu não acredito que você ainda tem isso. Deve estar cheio de cupim. Isso tem mais de 50 anos. Não deve servir para nada. Pode me dar que ponho no lixo.- O que falei? Ela nem sequer sabe o que vou falar e já quer por no lixo.
- Não mãe! Encontrei várias cartas de uma Carolina, e não lembro de onde a conheço. Você lembra se eu tive alguma amiga com esse nome?
- Meu Deus, Tárcia. Me lembre de levá-la ao neurologista quando você concluir essa monografia. Você não lembra da Carol? - Fico olhando para ela. Parece que ela não acredita que tenha esquecido dessa menina. - Ela foi sua amiga durante todo o colégio e se mudou com os pais para São Paulo quando passou naquela universidade bem famosa de lá.
- Tá bom, mãe. Obrigado. - Estou paralisada.
-Você está bem filha? Parece estranha.
- Não é nada. Acabei de lembrar dela. - Minto - Obrigado. Qualquer coisa eu te chamo.
- Tá bom. Então vê se arruma isso depressa que nós ainda vamos ao mercado.
Minha mãe saiu e trancou a porta

E as memórias voltam todas de uma vez. Que coisa engraçada as memórias. Num instante você não lembra de absolutamente nada e no outro coisas cuja existência você desconhecia aparecem em suas lembranças.  Fico um pouco tonta com tanta coisa. Realmente não sei como pude esquecer da Carol. Eu não poderia ter esquecido dela. Ela foi tão importante para mim. Eu havia esquecido dela. Que tipo de amigo esquece do outro assim? Não se pode esquecer de um amigo.
Não de um amigo de verdade.

Foi quase impossível dormir no dia que encontrei o baú com as cartas. Fiquei pensando em tudo que eu e a Carol vivenciamos juntas na escola. Ela sempre tão meiga e compreensiva, e eu bem louca o que é a minha cara. Tento lembrar de como aconteceu nosso distanciamento. Se brigamos ou simplesmente o acaso se encarregou de nos separar. E acabo lembrando de algo crucial: cinco meses atrás eu recebi uma ligação de um número desconhecido, com o DDD de outro estado e isso me deixou preocupada, mas não dei muita bola e acabei esquecendo. Que erro terrível. Não poderia ser ela ou poderia? E se fosse, como conseguira meu número? 

Decido ir na casa na qual ela morava para tentar descobrir mais algumas coisas. Vou na segunda-feira. Espero que minha mãe lembre o endereço antigo dela, por que não faço a mínima ideia de onde ela morou. E espero encontrar boas informações nesse lugar ou pelo menos alguma informação sobre o paradeiro de Carol. 

Me sinto muita culpada por ter me afastado dela. E quero muito consertar essa situação. Espero que não seja tarde de mais.

Continua...


49 comentários:

  1. Ooi Italo tudo bom ? adorei o conto, a memoria é mesmo impressionante!
    beijinhos boa semana
    http://bellapagina.blogspot.com.br

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  2. Eu sempre acho coisas da qual eu não me recordo quando vou arrumar minhas coisas. Já ate encontrei cartinhas também, a diferença é que eu sabia quem eram as pessoas que escreveram! Hahahaha
    Parabéns pelo texto!

    Beijos

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  3. Que história bonita, o enredo é simples, mas fala diretamente com todos nós. Quem nunca se pegou pensando nos colegas que ficaram atrás e nas amizades que hoje em dia nem tem contato mais? Belo texto!

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  4. Ola
    Impossível não refletir com essas palavras, e é dificil quem nunca tenha pensado nisso né?! De fato, é sempre bom lembrar, pelo menos das partes boas, e das partes mais difíceis servem os ensinamentos. Cartas são apaixonantes!!
    Beijos, F

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  5. Muito bom esse seu conto! Você se sai muito bem escrevendo Parabéns continue assim.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  6. Ola, Italo! Voce escreve muito bem, parabens! Adorei!
    Beijos,
    Yasmim.

    Blog: http://literarte.blog.br/

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  7. Adorei esse conto (e olha que nem curto muito, haha).
    Muito boa sua reflexão de termos que aproveitar o tempo que temos com aqueles que amamos, isso é válido em qualquer momento da nossas vidas!
    Parabéns!

    Virando Amor

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  8. Olá tudo bem?
    Adorei esse conto e realmente a memória é impressionante. Eu não sou muito fã de contos porque acho que deixa a história em si superficial e não se aprofunda nos personagens e tal, por isso prefiro livros, mas gostei muito da reflexão sobre aproveitar ao máximo as pessoas que temos ao nosso lado enquanto elas estiverem.

    beijinhos!

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  9. Olá, tudo bem?
    Adorei o conto! Mas cadê a segunda parte que eu já quero?
    É interessante refletir sobre como, às vezes, nos afastamos sem perceber de pessoas que foram muito importantes para nós em algum momento. Senti isso quando entrei na faculdade, com relação aos meus amigos (colegas) do Ensino Médio e venho percebendo o mesmo depois que me formei.
    Quero muito ler a segunda parte deste conto e ver se as duas meninas, que já haviam sido tão amigas, vão se reencontrar.
    Beijos!

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  10. Olá, tudo bem? Conto promissor hein! Adorei esse início e de fato, as vezes a vida nos levar a esquecer/afastar pessoas que por um momento foram muito importantes para nós. Gostei demais e já quero a segunda parte haha
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  11. Olá, tudo bem?
    Adorei o conto, sou a louca dos contos haha e já quero a segunda parte!!!
    As vezes eu me pergunto o que aconteceu com algumas amizades, eu tinha uma amiga que eramos inseparáveis e cada uma seguiu um rumo, e hoje não nos falamos e eu não entendo o porquê.
    Um beijo.

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  12. Oie

    Adoro contos!
    A memória da gente é complexa mesmo. Tem coisas que eu lembro como se fossem ontem e outras que no entanto, eu preciso de um empurrãozinho.
    Deu uma certa nostalgia o conto, lembrei de um fato que ocorreu comigo lendo. Aguardo a continuação, fiquei curiosa pra saber o que vem por ai.

    bjs
    Fernanda
    http://condutaliteraria.blogspot.com.br/

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  13. Olá!
    Gostei muito do conto!
    E será pq vc esqueceu dela? Nunca aconteceu comigo!
    Fiquei curiosa pra saber se "você" vai encontrar a Carol e que bicho vai dar!
    Bjs

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  14. Oi Italo, tudo bem?

    Que conto maravilhoso, simples e singelo. Acho que bons contos não precisam ser exuberantes para serem bons, basta eles terem sinceridade e amor em suas linhas e isto o sue tem de sobra. Acho que me identifiquei com a personagem principal, sei o que uma monografia pode causar e sei como é esquecer um amigo. É difícil você não lembrar o motivo que te levou a se afastar de alguém que era tão próximo, de alguém que você dividia momentos e dividiu tanta coisa boa. Fiquei muito curiosa para o desfecho do conto, mas apostaria na morte da Carol, não sei bem o motivo... Fico no aguardo!

    Beijos!

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  15. Olá!
    Primeiramente, parabéns pelo conto. Trata-se de um tema sempre presente em nossas vidas, que é o caso da memória.
    As vezes elas nos prega peças e ficamos sem entender o porque, mas sabem o que dizem? Que se esquecemos coisas que achamos que eram importantes, não são realmente.
    Não sei o porque você acabou esquecendo de um amigo, mas se ainda conseguiu lembrar certas coisas para escrever esse conto, é porque de fato não esqueceu. =D

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  16. Adoro finais assim, espero uma continuação :D Gostei muito da ideia. E como você esquece de uma Carol? *brava* hahahaha

    Um beijo, Carol
    Blog com V.

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  17. Oii, tudo bem?
    Qual legal que você escreve contos! Confesso que não curto muito, mas achei bem bacana. Seria legal saber o desfecho. A memória realmente é uma coisa irônica, pois assim como podemos não ajudar pode nos abandonar kkk

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  18. Oi Italo!

    Olha eu aqui de novo, não é?
    Como havia dito no comentário anterior, gostei da sua forma de escrever e acho mesmo que você leva jeito pra coisa. Mais uma vez, parabéns!
    Lendo o seu conto pela segunda vez, não pude deixar de notar a semelhança entre a mãe da Tárcia e a minha. Minha mãe também tem essa mania de jogar tudo e todas as coisas fora e acaba jogando algumas coisas realmente importantes no lixo, o que me mata de raiva muitas vezes.
    Quanto ao enredo do conto, eu já passei por essa situação de ser ludibriada pela minha memória certa vez e só fui me lembrar do fato esquecido quando revi Star Wars. Memória é uma coisa engraçada, né? As vezes se lembra de coisas terríveis e se esquece de coisas adoráveis. Espero, de coração, que a Tárcia consiga contato com a antiga amiga e que elas possam até reatar essa amizade.

    P.S. 1: Tárcia é um ótimo nome para protagonista.
    P.S. 2: Também tenho uma caixinha de lembraças cheia de cartinhas das antigas amigas.

    Ingrid Cristina
    Plataforma 9 3/4

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  19. Olaaa
    Adorei seu conto, memoria é complicado, algumas coisas são inesquecíveis outras nem tanto.
    Fiquei curiosa.
    Sucesso, aguardo mais contos

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  20. Oiiii, que conto lindinho! Adorei, super me identifiquei com a personagem e estou bem curiosa para saber o resto. Bjs

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  21. Ah! Quanto amor por essa coluna! Adorei!
    Adoro contos! Quero ler a continuação da história.
    Gente... Eu super me identifiquei com a Tárcia! kkkk
    Gente... Será que o quarto dela é assim tão mais bagunçado do que o meu? rsrs
    Adorei! Um beijo!

    Eliziane Dias

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  22. Que coluna mais fofa!!
    Adorei o conto e fiquei muito curiosa pela continuação e se a protagonista vai conseguir contatar a antiga amiga.
    Acho que muitos de nós já passamos por isso, algumas amigas, mas outras que se afastaram mesmo com minha tentativa de manter próximas nem tanto, afinal se fosse do querer delas conservaríamos a amizade a té hoje.

    Bjs,
    Garotas de Papel

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  23. Olá,
    Que texto encantador!! Adorei a forma como ele foi sendo desenvolvido e como me deixou curiosa para saber se Tárcia irá conseguir mais informações sobre a Carol.
    Ele nos faz refletir muito, principalmente quanto às nossas amizades. Os dias são tão cheios de tarefas e acontecimentos que muitas vezes nos esquecemos do mais importante: das pessoas que nos ajudaram a chegar onde estamos! E isso é doloroso de se constatar.

    LEITURA DESCONTROLADA

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  24. Nossa, ela não lembrou da amiga que mandava cartas, está pior que eu. A mãe dela implicando com a bagunça do quarto, lembrou da minha, do mesmo jeitinho hahahahahah

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  25. Oi! Amei o conto!
    Realmente é algo que pode acontecer com qualquer um.
    Eu, por exemplo, também guardo uma caixa com recordações, bilhetes e cartas dos meus amigos. E se eu for ver são poucos que ainda estão na minha vida... Mas talvez a maioria dos afastamentos aconteceu porque quando vamos crescendo vamos mudando os interesses, ou não era amizade de verdade.
    Triste isso, mas se ver que vale a pena reatar contato com alguém, o certo é ir atrás mesmo, buscar relembrar como era bom aquele tempo que não volta mais e vivenciar novos momentos.

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  26. OiE!!!! Sabe, se tem uma coisa de que eu não posso me queixa é da minha memória. Acredito que vai ter uma explicação para esse esquecimento, mas eu lembro de todos os meus amiguinhos até da primeira série, alguns tenho contato até hoje, e olha que faz tempo huahuahuaha E fiquei abusada com a mãe da Tárcia. Como pode alguém não gostar de gatos? To curiosa, quando teremos a continuação?Bjossssss

    www.porredelivros.com

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  27. Olá!
    Aiii, porque fazer isso? Fiquei morrendo de curiosidade para saber da continuação. Realmente é algo que acontece muito em nossas vidas. A gente é tão próximo de alguém na infância, na escola, faculdade, trabalho e surpreendentemente, as pessoas somem das nossas vidas, ou nós sumimos das delas. As vezes o rosto dessas pessoas realmente somem da nossa mente e quando as memorias vem a tona, fica algo ruim dentro da gente, como: "porque nos afastamos? o que tínhamos era tão bom". Quero muito ler a continuação!!!!
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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  28. Olá!
    Achei a história super fofa e a escrita super leve, claro que fiquei curiosíssima pra saber a continuação. Todo mundo tem essa mania de estar arrumando o quarto e parar pra ver as coisas do passado que a gente guarda né? Eu pelo menos faço muito isso hahahah ansiosa pelo próximo.
    Beijos,

    Luana

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  29. Olá, tudo bom.

    Que conto maravilhoso. Tu escreve muito bem, achei a história muito fofa. Fiquei bastante curiosa pela continuação do conto, trate de trazer ela logo hahaha.

    Beijos:*

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  30. Oi! Tu escreve muito bem, caramba. Me deixou curiosa pelo final dessa história. Não tarda a postar que vou acompanhar, ein? Quanto ao gato: Algodão. Me mata de fofura!!!!! <3

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  31. Oie!
    Quero saber mais da história!
    Só fiquei curiosa para saber o que aconteceu, pois aquele Continua acabou comigo rsrs
    Adorei o conto, bem escrito, e nçao vejo a hora de saber mais.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  32. Olá! Parabéns! Amei como você escreve! Menina, me identifiquei com a mãe: jogo tudo fora! rsrsrs Fiquei curiosa para saber como vai ser o encontro com essa antiga amiga, terá algum mistério? Vou aguardar a continuação, beijos!

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  33. Oii, tudo bem? Ameei o conto! Muito legal! Realmente, amizades verdadeiras não podem ser esquecidas, nem com todo tempo do mundo. Eu espero de verdade que a Tárcia encontre a amiga :D Aguardarei ansiosa a segunda parte!!

    Beijos

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  34. Olá, tudo bom?
    Ok, fiquei muito curiosa com esse "continua"!! rs
    A memória da gente é uma coisa muito ingrata mesmo. Às vezes nos esquecemos de coisas e pessoas que eram super importantes e quando volta aquele lampejo de lembrança bate a culpa por ter esquecido e por não ter mantido por perto. Já quero saber o desfecho, não demora a postar! rs

    Beijos

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  35. O conto ficou uma graça, mas confesso que deu um medo desse continua hahaha, mas é assim. Espero a continuação logo!
    www.belapsicose.com

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  36. Olá adorei o conto e a criatividade ao escreve-lo me senti conectada de alguma forma, creio que a memória é algo precioso e perigoso ao mesmo tempo!

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  37. Olá!

    Lindo conto, parabéns e já quero a segunda parte!

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  38. Oi, tudo bem?
    Eu ainda não conhecia essa coluna, mas de cara gostei bastante, pois gosto de contos, embora não leia muitos. Bom, eu me identifiquei com o conto, pois também guardo algumas cartas da época da escola e vez ou outra acabo me esbarrando nelas e relendo, mas nunca me esqueci de nenhuma das pessoas que me escreveu, só que também me distanciei de algumas amigas e nem sei bem o motivo. Enfim, gostei bastante do conto, pois ele acabou me emocionando.

    Beijos :*

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  39. Oie
    Muito legal você compartilhar seu conto aqui, ficou ótimo.
    Eu quero muito começar a escrever contos para finalmente escrever livros hahaha um dia chego la

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  40. Hm... Agora eu também quero saber quem é essa tal Carolina e como essa moça esqueceu a outra assim.
    Mistérios, adoro hahaha.

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  41. Olá! A única coisa que consigo pensar é "tomara que ela encontre a Carol", mas pensando pela vida realmente nos afastamos das pessoas sem realmente saber porque, uma hora fazem parte da sua vida, na outra você nem lembra mais da pessoa é bem complicado. Eu adorei o conto e já estou doida para conferir a continuação.

    Beijos e sucesso!!!

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  42. Olá! A única coisa que consigo pensar é "tomara que ela encontre a Carol", mas pensando pela vida realmente nos afastamos das pessoas sem realmente saber porque, uma hora fazem parte da sua vida, na outra você nem lembra mais da pessoa é bem complicado. Eu adorei o conto e já estou doida para conferir a continuação.

    Beijos e sucesso!!!

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  43. Olá,

    Tenho vários problemas de memória hahaha, por isso me identifiquei de cara com a personagem. Sou dessas que lembra de pessoas aleatórias, no entanto não consigo lembrar com detalhes daquelas que foram importantes para mim, mas que não estão mais presentes na minha vida :/ Achei o conto muito bom e fluído, e quero saber se haverá um reencontro entre as amigas.

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  44. Olá, tudo bem?
    Achei muito bom e envolvente esse conto, ficou realmente encantador. Agora eu quero saber quem é essa tal de Carolina, fiquei intrigado. Parabéns, continue nesse caminho!
    Beijos

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  45. Oiiii,

    Nossa que coluna incrivellll, adorei a ideia e principalmente adorei o texto, já quero saber se ela vai na casa da Carol, o que aconteceu com elas e se elas vão se encontrar kkkk Muito legal a iniciativa e muito interessante o texto, mostra como as vezes esquecemos de pessoas que realmente foram muito importantes pra nos.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com/

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  46. Olá
    Odeio esses afastamentos também, varias e varias amizades minhas foram desfeitas por conta disso. È bem triste, não deveríamos agir assim, não custa nada mandar uma mensagem e tirar um tempinho para ir ver se aquela pessoa está bem.
    Como sinto falta dos meus antigos amigos, adoraria revê-los.
    Beijuh

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  47. Olá Italo,
    Essa coluna é muito bacana!
    Adorei ler a carta, mas ela me deu uma impressão de tristeza - acho que é minha fase. Minha memória anda falha demais, mas as memórias vêm e trazem sensações que considerava esquecidas.
    Vou tentar contatar pessoas que foram amigas.
    Beijos

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