RESENHA || MAU COMEÇO


             Título: Mau Começo - Livro Primeiro | Autor: Lemony Snicket | Editora: Seguinte(CIA)
Ano: 2001 | Páginas: 152


Avaliação: 
Onde comprar: Saraiva & Amazon 
Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Klaus, Sunny e Violet, são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso, roupas que pinicam o corpo e mingau frio no café da manhã.


Nesta grandiosa obra conhecemos os desditosos Irmãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny. Durante toda a história temos um contato direto com Lemony Snicket, autor da obra e também narrador observador, e que caminha junto com o leitor durante todas as desventuras sofridas pelos órfãos, e nos explica detalhadamente expressões contidas na obra, até o fim do livro primeiro.

“Caro leitor,
Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. (...) É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é o que você prefere.”
Com a perda dos pais, os três irmãos, agora órfãos, tiveram que ficar sob os cuidados do parente mais próximo, o que aqui, até então, não era o mais próximo genealogicamente, mas sim, geograficamente. Que situação lastimosa o destino houvera lhes reservado, e mais lastimoso ainda fora o novo tutor dos órfãos, um primo distante pelo qual nunca ouviram falar (e deveria ter uma boa razão para isso): Conde Olaf.
“Não sei se vocês já perceberam, mas às primeiras impressões muitas vezes são inteiramente falsas.”

Assim como a aparência do Conde, a casa era horrenda e, mesmo sabendo que nem sempre a primeira impressão permanece a mesma, era notório que ele só estava interessado na fortuna dos Baudelaire, fortuna esta que só teria acesso quando Violet atingisse a maioridade. É claro que o Conde Olaf não ficaria de mãos atadas até lá. Era mais do que evidente, já estava tramando algo.

Mas, o Conde não contava com a inteligência dos Órfãos. Cada um deles possui uma peculiaridade, digamos assim. Violet, a irmã mais velha, é excelente com invenções, tinha um verdadeiro dom para construir aparelhos incomuns; a começar pela fita de cetim que amarra no cabelo para afastá-los dos olhos. Klaus, o irmão do meio e único menino, usava óculos, o que lhe dava uma aparência de inteligente, e ele realmente é muito inteligente. Tem uma memória surpreendente e sempre se lembra de tudo que já leu. Sunny, a neném, possui dentinhos bem afiados o que a torna perfeita na arte de morder.

No entanto, os problemas que estes enfrentarão nas mãos do Conde Olaf e também os que enfrentarão quando tentam fugir dele, lhes dão sentimentos de pura desgraça e sofrimento. E, se você, caro leitor, sentiu-se incomodado até este momento com o que descobriu, é melhor parar por aqui, pois a tendência é só piorar.

No final deste maravilhoso livro, até pude ter esperanças de que algo bom estaria para acontecer na vida dos Baudelaires, mas assim como Lemony nos avisou nas primeiras páginas, este livro não tem de jeito nenhum um final feliz.

Agora, não posso dizer muito mais sobre as desventuras que encontrarão ao decorrer desta série, mas sim elogiar a formidável realização da Companhia das Letras. Durante as 152 páginas me encantei gradativamente pela diagramação, ilustrações nas aberturas dos capítulos, personagens secundários, como o maléfico, porém cativante Conde Olaf e também com a doce e bondosa Juíza Strauss.

Desventuras em série é uma infeliz comédia que envolve o leitor no decorrer do funesto destino dos Orfãos Baudelaires. Além disso, temos a companhia de Lemony Snicket do começo ao fim desta história, o que circunda e contagia ainda mais o leitor com esta interação.

"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida dos três jovens Baudelaire cuja história está aqui contada."
Leitura indicada à você, leitor, que se encanta com uma boa aventura e que não tem muitas expectativas por finais felizes.


Um comentário

  1. Oi Amanda,

    Li esse livro tem um tempão, mas me lembro que gostei bastante. Não dei continuidade a série por não ter os outros livros, só que quero voltar. A série da Netflix eu vi metade do primeiro episódio e não gostei. Pretendo dar uma nova chance, vamos ver.

    Bjs, @dnisin
    www.sejacult.com.br

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