RESENHA|| ENFEITIÇADAS #1


Título: Enfeitiçadas #1| Autora: Jessica Spotswood | Editora: Arqueiro
Páginas:272| Ano:2014
Onde comprar: Amazon
Avaliação:
No leito de morte de sua mãe, Cate Cahill fez uma importante promessa: proteger a todo custo suas irmãs mais novas, Maura e Tess. Essa tarefa é mais difícil do que parece, afinal, as irmãs guardam um importante segredo: elas são bruxas.
Em uma sociedade governada pela Fraternidade, instituição que pune qualquer suspeita de bruxaria com a prisão, a internação num hospício ou a morte, ser bruxa significa estar constantemente em perigo.
Aos 17 anos, faltando apenas algumas semanas para que Cate decida entre se casar ou abraçar a Irmandade - braço feminino da Fraternidade -, talvez ela não consiga manter sua promessa, principalmente depois de encontrar o diário da mãe, que revela um segredo capaz de levar a família à destruição.
"Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror."

Cate, Tess e Maura Cahill são irmãs e cada uma possui personalidade forte e que as define como pessoa. Elas perderam sua mãe muito cedo, e a irmã mais velha, Cate Cahill toma a responsabilidade para si de cuidar de suas duas irmãs. Com 16 anos de idade, ela tenta desvencilhar suas atividades domésticas com o fato de ensinar a Maura e Tess a serem meninas descentes. Claro, elas tem um pai amoroso que as ama, mas isso não é suficiente, pois ele passa maior parte do tempo sofrendo com a perda de sua esposa.


Há um segredo que as meninas devem e tem que preservar. Elas são bruxas e ninguém pode saber disso, pois o país em que elas vivem é governado pela fraternidade, uma legião de irmãos maldosos que decretou um caça às bruxas fatal. Elas tem a plena consciência de que se este segredo vazar o único fim para cada uma delas é a morte. Quando tudo parecia está difícil, Cate descobre que uma profecia terrível pode acontecer, ela fica de mãos atadas, pois ela não sabe qual escolha tomar.

"Mas sinto a magia em mim. Está ali, em cada respiração, em cada batimento cardíaco irritado, com seus fios diáfanos pulsando e apertando meu peito. Ela provoca, bajula, implora para se soltar." p. 22

É chegado o seu aniversário e ela precisa tomar uma decisão difícil. Se unir a Irmandade, na qual abdicara de sua família ou se casar e forma uma família. Com a profecia, ela sabe qual a real decisão que pode tomar, mas a garota não contava com um amor proibido que a faria se questionar: "-Qual o caminho devo seguir?" Ela precisa escolher! Mas será que vai conseguir?

Enfeitiçadas é o livro I da trilogia: As crônicas das irmãs bruxas. Nele, nós conhecemos Cate, uma jovem que em pleno século XIX tem que assumir responsabilidades e abdicar do seu "eu", por um bem maior. No fundo, seria egoísta dizer que a jovem se preocupava mais com os outros do que consigo mesma? Um dilema difícil para quem tem apenas 16 anos. Ao decorrer dos capítulos é perceptível o amor dela por suas irmãs.

Maura e Tess tem uma participação superficial, que poderiam ser explorados. Mas é compreensível que Cate ganha o papel de protagonista por tudo aquilo que ela descobre e que precisa tomar escolhas que colocam em cheque toda a comunidade das Bruxas. Fiquei encantada com a crença e pela forma com que as bruxas abraçam a causa ao ponto de doar a sua própria vida em prol de um bem maior. É uma lição bonita e questionável se aplicarmos na realidade do século atual. Por mais que seja fantasia, há algo que precisamos questionar. Há vários séculos atrás as pessoas se protegiam, principalmente as "bruxas" da era medieval! A nossa sociedade é individualista e vingativa, o egocentrismo de hoje, talvez, não se aplicasse a essa realidade.

"Mas não gosto de ser forçada a fazer nada. Por mais segura e bonita que seja, uma jaula é sempre uma jaula". p. 175

Quando comprei esse livro fiquei apaixonada pela capa, sinopse e pela proposta tentadora de conhecer um pouco mais sobre esse mundo fantasioso das bruxas. Jessica Spotswood conseguiu adicionar um 'Q' a mais nas estórias tradicionais em que estamos acostumados a ler e mesmo ouvir!

Uma era preconceituosa e machista que caçava não só bruxas, mas mulheres. Liderada por homens que não davam nenhuma trégua, a sede pelo sangue sempre falava mais alto. Apesar de fictícia, temáticas como maturidade, amor, preconceito, ignorância e perversidade são muito bem trabalhados nesta obra. Nem tudo é apenas drama, temos um enredo cheio de ação e, sim, algumas partes tranquilas (mas nem ache que isso é só tranquilidade).

O livro é narrado em primeira pessoa, na visão de Cate. É quase impossível ser imparcial, pois a todo momento conseguimos sentir, tudo, o que a garota está passando. Logo no inicio eu não senti atração pelo enredo, por ser narrado em primeira pessoa, mas ao passo que a narrativa se desenrolou fiquei encantada pela ambientação(como tive raiva da legião rsrs).

Por ser jovem, Cate consegue amadurecer um pouco, mas os próximos livros irão dizer de fato quem ela se tornou. Esclarecimentos e detalhes não são distribuídos pela autora nesse primeiro livro, o que pode causar confusão em algumas narrações. A indicação da obra vai para os inciantes de fantasia, aqueles que gostam de HP e aos apaixonados por bruxaria com toques apimentados de drama.

E, podem aguardar! Vai ter resenha dos próximos livros! Quando terminei a leitura do primeiro livro fiquei com um gostinho de quero mais. Não me contive e comprei os dois últimos. Que trilogia encantadora!


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