RESENHAII JOYLAND

Título: Joyland
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas:239

Avaliação: 
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Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Dave Jonas começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de uma serial killer. Lida Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda ainda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e uma realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer - e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.





Romance escrito pelo renomado Stephen King, o Mestre do horror e do terror. Joyland narra a vida pacata e os acontecimentos de Dave Jones, um estudante universitário que aceita trabalhar no parque de diversões Joyland para complementar sua renda, e esquecer a dor da perda de seu primeiro amor: Wendy Keegan.

Joyand é um antigo parque indie de diversões, que abre suas portas para jovens que querem trabalhar durante a temporada de verão. Enquanto Dev aprende sobre o parque, descobre todos os detalhes desse local, tais como o nome de cada brinquedo, as gírias usadas pelos funcionários e pelos visitantes, todos os truques de como dar vida à diversão e saber vendê-la às pessoas. Os funcionários vitalícios do parque se encarregam de ensinar aos novatos todas as manhas do trabalho, e alguns deles passam a ter, então, um papel mais importante que chefes: amigos.

A maioria dos funcionários, assim como Dev, é estudante, com seus vinte e poucos anos, buscando ampliar sua renda, a fim de conseguirem custear seus estudos na universidade.

Após ser contratado pelo dono do parque, ele se muda para uma pensão perto da praia e de seu novo trabalho, onde conhece Erin e Tom, que se tornam amigos e dividem as mesmas tarefas dentro do parque. Também trabalha no Joyland uma vidente que prevê o futuro de Dev, vendo uma mulher no seu passado, e duas crianças que mudarão sua vida no futuro.

"As pessoas pensam que o primeiro amor é doce, e nunca tão doce quanto quanto o momento em que esse primeiro laço se rompe. (...). Ainda assim, esse primeiro coração partido é sempre o mais doloroso, o mais lento de se curar e o que deixa cicatrizes mais visíveis. O que há de tão doce sobre isso?"

No entanto, algo deixa Dev bastante perturbado: a história do assassinato que houve em Joyland, de jovem chamada Linda Gray, morta por seu namorado. Ele cortou a sua garganta com uma navalha, e fugiu, estando livre até então. No meio de todos esses acontecimentos, Dev se vê destinado a mudar essa história e resolver o caso, tentando por fim no sofrimento, da Alma, dessa moça, que ainda assombra o Horror House, brinquedo que estava na hora de sua morte. 

Com a ajuda de Erin, Dev entra no mundo da investigação. Em meio a esse conturbado momento de sua vida, o jovem conhece Mike, um menino doce, por quem cria muita afeição, e que descobre nele o Dom. Sentenciado por uma doença degenerativa, Mike se vê preso a uma cadeira de rodas e com um futuro curto, porém capaz de mudar a vida de sua mãe e do próprio Dev. Ele é uma das crianças da profecia, que a vidente do parque anuncia a Dev, o que deixa o clima ainda mais misterioso.
"Poderíamos discutir sobre qual é o verso mais macabro da música pop, mas, para mim, é um do início da carreira dos Beatles; John Lennon canta 'Prefiro ver você morta, menina, a ver você com outro homem'. (...) Mas então eu me lembrava do homem que entrou no Horror House com o braço ao redor de Linda Grey, usando duas camisas. O homem com o pássaro tatuado na mão e uma navalha no bolso." p.35


O livro é narrado em primeira pessoa, como um diário, onde Dev conta sua rotina, mas, ao contrário de algumas narrativas, não se torna um monólogo repetitivo e chato, parando a leitura.

Outro ponto interessante que se faz bastante característico e curioso é que a capa do livro é um spoiler, assim como, no decorrer da leitura, o próprio Stephen nos deixa cheios deles, do que haverá com os personagens nos próximos capítulos.

Outro ponto que deixa uma marca própria em Joyland é que o livro não é dividido em capítulos e subcapítulos, mas demarcados com corações entre cada pausa do texto, o que deixa um toque de charme e delicadeza.


O que aguarda o senhor Dev Jones nessa fase de sua vida? Descobertas sobre amor, desapego, lições de vida e morte, além de muitos outros pontos que nos fazem pensar além da história. Convido você a conhecer a vida desse rapaz que conseguiu mudar outras, com seu jeito simples e cativante.

Se você gosta de romance, drama, suspense e terror psicológico, leia Joyland e opine sobre o que achou dessa incrível história!


7 comentários:

  1. Me pareceu um livro bem leve vindo de Stephen King, eu sinceramente esperava algo bem mais macabro, mas mesmo assim essa história me deixou bem instigada.
    Obrigada pela resenha e a dica!

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  2. Oi, tudo bem?
    Mas gente, a capa já é spoiler e tem nos capítulos? Amei!
    Eu adoro spoilers hahahah!
    Mas sobre o livro, já faz um tempo que quero ele, só falta money!
    Bjs

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  3. Eu li esse livro no ano do lançamento. Achei bom, não no nível dos outros livros do King, mas foi bem escrito. O tom sobrenatural foi só pra deixar o livro mais gostoso mesmo, já que ele é mais investigativo.

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  4. Eu tenho curiosidade para conhecer esse livro, não é um gênero que eu goste mas acho a premissa interessante e qualquer dia desses eu me arrisco na leitura.

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  5. Ótima Resenha! Fiquei bem curiosa com os Spoilers no decorrer do texto rs

    bjs
    www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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  6. OOI
    Nunca li nada do autor, até por que, não curto nadinha terror. haha Mas olha, esse não me pareceu algo horripilante, e até me interessei pela leitura. Acho que se fosse para escolher algo do autor para ler, seria esse, por parecer mais leve e ter uma premissa interessante. :)

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  7. Olá, Eri.
    Recentemente eu estava lendo um livro do autor e não me conectei muito com a história, então decidi adiar a leitura por completo.
    Joyland mistura vários gêneros em um único livro, e isso é bom. A premissa me chama bastante a atenção, então o livro já foi para a minha lista de próximas leituras. Espero conseguir me conectar com este livro!

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