Amiga íntima das crônicas|| O que o tempo apagou...













Certo dia, uma menina olhou para a bela paisagem que estava acima dos seus olhos e, vislumbrando aquela imagem, seu desejo foi capturar ao menos uma pequena parte daquela vista maravilhosa. De súbito, lágrimas escorreram de seus olhos; a menina branca e de cabelos pretos estava mais pálida do que o normal.

A jovem não pode conter suas lágrimas e foi tomada por uma montanha de pensamentos; sentou-se em uma pedra, baixou sua cabeça e fechou os olhos. Naquele momento, a garota entrou em um leve transe, o qual trouxe à tona suas memórias mais íntimas.



A menina logo pensou: - Que memórias são essas? Porque não consigo parar de chorar? O que aconteceu comigo?

Então sua primeira memória veio: a imagem de alguém borrada, como a de um pintor prestes a desenhar o rosto de alguém. A face daquele individuo era familiar para a garota, mas ela não sabia o seu nome, muito menos onde ele morava...

A leveza do seu corpo era evidente, ela já não pensava, mas dormia em si mesma.

Na tentativa de descobrir de quem era aquele rosto, decidiu se aventurar mais fundo nas suas memórias. Um bombardeio de cenas lhe afetou: uma conversa, um abraço caloroso, o primeiro beijo! Neste momento o choro da garota foi mais forte, ela lembrou do rosto daquele moço! Sim, era um homem, que a muito tempo não via.

A jovem resolveu aproveitar aquele momento, se deliciou nas mais doces lembranças: do seu primeiro e único amor. Não sabia em que momento tornaria a vê-lo, ou se seria possível tocá-lo, e até mesmo sentir o seu cheiro. 

Ela já não chorava, mas gritava silenciosamente, porque sabia que não voltaria a viver mais nada daquilo.

E foi há um ano... Um trágico acidente mudou o rumo da sua história; não apenas apagou as suas memórias recentes, como também levou consigo o seu amado. Aquele cuja alma tinha sido unificada um dia antes, no seu casamento. 

Ela sabia que aquela dor jamais passaria, perdeu alguém no dia mais feliz de sua vida, o sonho virou pesadelo.


Acordou de relapso, bateu as pestanas dos olhos e os limpou com um lenço (pego em sua bolsa). Olhou para o chão, e no ímpeto, ergueu seu olhar, novamente, para aquela paisagem. Colocou a mão em seu coração e ali mesmo fez uma promessa: - Não importa quão grande seja a dor, não importa a dureza do tempo em lembrar-me de tudo o que vivemos. A certeza que eu tenho é que estarás vivo em minha memória para todo sempre.



6 comentários:

  1. Bela cronica, confesso que não sou muito chegada a esse estilo de escrita e leitura não, mas gostei bastante da sua, parabéns pelo trabalho.

    Beijos

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  2. Amo crônicas e amo textos que tratem de memória, até porque, somos feitos delas. Belo texto!

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  3. Oi...
    Confesso que não sou muito fã de crônicas, mas seibreconhecer quando encontro um belo texto. Parabéns!! Lindo demais.

    Beijão

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  4. OI..
    Crônica muito bonita! Bem triste e intensa também... Não tenho o hábito de ler crônicas, mas gosto de uma boa leitura.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel
    www.relicariodepapel.wordpress.com

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  5. Olá Amanda, sua crônica esta muito boa, leve e passando bem os sentimentos *-*

    Visitem Meu Mundo, Meu Estilo

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  6. Oi!
    Adorei a sua crônica, muito bonita, parabéns! Adoro ir num blog e conferir um texto autoral ♡ aguardo para conferir mais ^^
    Beijos

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